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EDITORIAL Ainda a questão salarial (The End) Por uma questão de justiça não podemos admitir, sem nos manifestar, que colegas, companheiros de farda, amigos de longa data e até parentes muito próximos, após as tratativas salariais recentemente encerradas estejam “se olhando de soslaio”, como diria o gaudério. Temos que deixar bem clara nossa posição firme na defesa dos projetos que reajustaram os salários e regularizaram a previdência de todos os brigadianos. Temos recebido críticas, as mais variadas, como também temos recebido muitos desagravos elogiando nossa posição, porém o mais importante é o que dita nossa consciência, esta sim, nossa balizadora nos bons e nos maus bocados pelos quais passamos nos últimos 12 meses. Nesse período, aqueles que sempre estiveram acompanhando, com responsabilidade, todas as tratativas entabuladas, primeiramente com a Secretaria da Fazenda (SEFAZ) e posteriormente com a Assembleia Legislativa (AL/RS), são testemunhas do nosso esforço em dar um encaminhamento justo, dentro do que o Governo acenava como possível diante do cenário financeiro do Estado. Sabemos todos que a previdência dos militares estaduais tinha de ser regulamentada, pois não era mais possível admitir que aproximadamente 13.000 brigadianos estivessem fora do sistema, em situação irregular, sob risco de ficarem sem uma cobertura adequada para si e seus familiares. Com a negativa do Governo em dar seguimento ao projeto conjunto elaborado pelo Comando e as entidades de classe, a situação ficou posta de forma muito clara sem margem para outras opções: A matriz salarial e os 19,9% para os Oficiais Superiores, e foi isto que se configurou com a aprovação dos projetos pela ALRS, após quase seis meses de desgastantes negociações. Entendemos como justa a insistência dos servidores militares do nível médio em avançarem mais na busca de um salário melhor, porém não concordamos com a forma como as reivindicações foram colocadas, pois o confronto de ideias é legitimo, mas a afronta aos nossos princípios institucionais somente nos enfraquece como Instituição e isto não pode ser rotina nessas ocasiões. Entendemos também que o Governo nos dispensou um tratamento inadequado, pois a Brigada Militar é uma instituição de Estado, a Governadora é constitucionalmente nossa comandante e no nosso entendimento a instituição deve ser tratada de forma a não ter seus fundamentos fragilizados e, principalmente por ser uma organização militarizada não pode receber um tratamento salarial igual aos demais servidores públicos. O atual Governo nos jogou na vala comum, nos colocou em situação de confronto interno, e isto é inadmissível, pois contou sempre com o apoio incondicional da Corporação desde o primeiro dia de mandato, e a sua contrapartida foi um tratamento salarial completamente equivocado. Saímos desse processo chamuscados, porém com a certeza de que temos que buscar soluções para nossas fragilidades através de um processo de avaliação interna e de discussão de nossa Instituição, com o fortalecimento e modernização das legislações que norteiam as nossas carreiras. Viramos esta página com a tranquilidade de termos ajudado a escrever mais um trecho da história brigadiana, a qual tem se mostrado repleta de dificuldades e muita luta na busca de um sempre difícil reconhecimento social (salarial) adequado. |